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Na última quinta-feira (17/05), os gestores judiciais da entidade protocolaram na sede do governo estadual um novo pedido de desapropriação do prédio histórico situado no centro da capital. Há quase três anos, os administradores solicitaram ao então governador José Melo que promovesse a desapropriação do imóvel. Muito embora tenha sido decretada em 23/10/2014, o ato não se consumou durante a gestão do ex-mandatário. Aliás, no final de seu governo, José Melo ainda revogou o decreto que tinha por objetivo declarar de utilidade pública, para fins de desapropriação, o referido imóvel. Todavia, mesmo após o revés, os gestores ingressaram com novo pedido, desta vez perante o governador David Almeida, recentemente empossado por conta da cassação de Melo e Oliveira pelo Tribunal Superior Eleitoral. A comissão de interventores tem se articulado para que o pedido seja atendido: “Estamos na iminência de nos reunirmos com o atual governador. Temos esperança de que o novo pedido possa prosperar. A sociedade não suporta mais assistir à gradativa depredação do imóvel que, além de integrar o patrimônio histórico de nossa cidade, já serviu de berço e bálsamo para tantos amazonenses. Mais do que necessária, é imprescindível a intervenção do governo do Estado para que o prédio não venha à ruína”, relatou Tiago Queiroz, um dos gestores nomeados pela Justiça. Perguntado sobre qual espécie de atividade pode ser executada no prédio, Claudivan Ozório, outro membro integrante da equipe de administradores, afirmou: “O pedido que acabamos de formular é mais consistente do que o apresentado em 2014, pois contempla não só a desapropriação em si, como também um projeto de reforma do prédio para que dê lugar a um Centro Especializado em Reabilitação – CER, o qual poderá atender à demanda da população amazonense portadora de alguma deficiência (temporária ou definitiva), seja ela física, intelectual (inclusive o autismo), auditiva ou visual. Tal centro é coordenado por uma equipe multidisciplinar composta por médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros. Algo assim ainda não existe no Amazonas, apesar de já ser realidade em vários outros Estados da federação”. A previsão é de que, ainda nesta semana, o grupo de gestores da instituição encontre o governador David Almeida para tratar do assunto.
A íntegra do pedido de desapropriação pode ser consultada no endereço abaixo:

Pedido de Desapropriação